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Arte, Performance

O expressionismo de Pina


SPECTACLE: VOLLMOND CHORƒGRAPHE: PINA BAUSCH LIEU: WUPPERTAL - 2006

A coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009), como se sabe, é considerada a dama do expressionismo na dança. É a criadora da dança-teatro, com coreografias que traziam experiências pessoais de seus bailarinos, dentro e fora do palco.

Alguns de seus trabalhos mais importantes refletem sobre os países em que se apresentou, como Japão, Turquia, Coreia do Sul, Brasil. Na obra em que homenageia o Brasil, chamada “Água” (2001), dá pistas sobre a exuberância de nosso País, seus rios e a vasta costa oceânica, sem deixar de tocar no assunto da falta d’água como fonte de desnutrição.

Nesta série, como em toda a sua obra pós 1976, Pina passou a questionar e a romper o movimento harmônico e a beleza plástica no balé.

Quando penso na gastroperformance e na sua teoria, o nome de Pina Bausch sempre está presente. Se pegar tudo o que foi escrito sobre as rupturas pensadas pela coreógrafa, e, em vez da palavra “dança”, colocar a palavra “gastroperformance”, percebo o quanto este novo conceito em arte se aproxima da expressão dos sentimentos e se distanciam do que é considerado “belo” e harmônico.